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Quem é a TeamBrave?

Irina Maslova

Irina Maslova

Sobre o meu trabalho e a minha história? Sou fundadora do movimento Rosa de Prata, de defesa dos direitos das pessoas que desempenham trabalho sexual. As autoridades querem sempre mostrar que está tudo bem na Rússia e isso leva a que façam limpezas duras, marginalizando todas as pessoas que forem consideradas ‘elementos indesejados’..

Irina Maslova, de São Petersburgo, é fundadora do movimento Rosa de Prata, de defesa dos direitos das pessoas que desempenham trabalho sexual. Estima-se que existam três milhões de trabalhadoras/es sexuais na Rússia, permanentemente confrontadas com um sistema de violência e corrupção.

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A polícia pratica operações de “compra-e-prende”, usando os serviços dos trabalhadores sexuais e depois prendendo quem os prestou. Esta prática é habitualmente acompanhada por intimidação física e psicológica, rusgas violentas e a confiscação de bens, dinheiro e outros pertences – até comida dos frigoríficos e detergentes – no que constitui roubo e abuso de autoridade. Acresce que o Ministério da Administração Interna russo mantém uma base de dados onde são registados os nomes das pessoas detidas e multadas por trabalho sexual, que jamais expiram nem podem nunca ser removidos.

O Rosa de Prata defende os direitos destas pessoas e faz campanha pela descriminalização do trabalho sexual na Rússia.

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"O movimento Rosa de Prata, um movimento para defender os direitos das trabalhadoras sexuais, começou a existir no momento em que vimos que os policias, que deveriam proteger os cidadãos, não estavam apenas a abusar da sua autoridade, mas a transformar-se em agressores irresponsáveis e a agir acima da lei. A raiva crescia dentro de nós ao vermos que o estado e as autoridades não lidavam com as pessoas com humanidade. Inicialmente, operávamos como um pequeno grupo de autoajuda. Mais tarde, evoluímos para um movimento de trabalhadoras do sexo que pedia saúde, dignidade e direitos humanos.

As autoridades querem sempre mostrar que está tudo bem na Rússia e isso leva a que façam limpezas duras. Em São Petersburgo, os ‘elementos indesejados’ foram afastados [em 2003] e todas as pessoas marginalizadas mandadas para lá do ‘Quilómetro 101’, dos limites do centro da cidade, onde os turistas raramente se deslocam.”

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